Domingo, 13.02.11

Já não sei escrever

Passei todo este tempo perdido, eu e os meus sonhos, eu a olhar para a lua, eu a olhar para ti. É como saltar para outro planeta, sem nunca sentir que estou a cair. É como tentar agarrar uma núvem, sem nunca lhe conseguir tocar. Deixaste-me sozinho na estrada, sem chão para caminhar, sem saber como voltar. Ninguém me viu, não vi ninguém, era apenas um rapaz a andar, a chorar, como se o mundo fosse um deserto, como se o mar fosse uma ilusão e as estrelas imaginação.

Estava cansado de ouvir a minha própria voz, sem escolha, apenas ela e a minha dor. Foi aí que me olhei profundamente, triste com o meu coração, pedindo-lhe que saísse do meu peito. Acordei, já não havia lugar algum quando o céu se tornou azul. As árvores ganharam vida, os pássaros começaram a cantar, o vento soprou cruel, o sol bateu-me no rosto. Não era só eu, éramos nós.

publicado por escreve-me às 23:07 | link do post | Escrevo-lhe | O que me escreveram (5) | partilhar
Quinta-feira, 23.12.10

"Cuida de mim", foi o que tu disseste!

 

 

 

 

  

   (Para serem reproduzidos ao mesmo tempo)

 

    

Um sol passageiro entra pela janela do meu quarto, sou imediatamente acordado pelo seu brilho, pelo seu calor. Levanto-me contigo no meu pensamento, no meu coração. Olho para a rua, sinto vontade de pisar o chão, de gritar ao mundo que gosto de ti, de dizer a toda a gente que te quero como nunca quis ninguém. Sento-me, durante alguns minutos, num banco verde e bonito. Chegam-me as lembranças que tenho de ti, a magia do teu olhar, a beleza do teu sorriso, a perfeição dos teus lábios, o sentir das tua mãos. Imagino-me contigo, nós e a praia, nós e o nosso amor. Choro, o medo de te perder apodera-se de mim, o medo de não te ter derrota-me por breves instantes. Volto ao meu sonho, estou a dar-te um abraço, coloco tudo naquele gesto. Deitas-te na areia, fico a teu lado, olhamos para o céu azul e ouvimos o belo som do mar. Dizes-me as palavras mais bonitas que já ouvi e, de imediato, transformam-se em 4 letras. É nesse momento que as escreves,"amor", foi o que eu li, foi o que eu senti, foi o que gravaste. 

 

Aproveitas aquele momento e dizes:

 

"Quando há amor tudo é normal e ao mesmo tempo tão estranho, bizarro.
Corres sem sentir as pernas correr.
Quando dás por ti estás no mar, a dar o melhor mergulho que alguma vez deste na tua vida."

  

Coloco as minhas mãos no teu cabelo liso, puxo-o, com cuidado, para o lado. Dou-te um leve beijo na face. Susurro ao teu ouvido o quanto importas, o quanto te desejo. Ficamos de pé, olhamos fixamente um para o outro, o mar fica calmo, damos o nosso mergulho.

Mesmo que seja apenas um sonho, valeu a pena. Quando acordar, vou sentir a tua falta, vou sentir-me perdido, não vou querer continuar. Mas nunca me irei esquecer do que escreveste naquela praia, nunca me irei esquecer do que sentiste naquele lugar.

 

    

 

"Cuida de mim"

 

 

 

 

publicado por escreve-me às 12:55 | link do post | Escrevo-lhe | O que me escreveram (14) | partilhar
Sábado, 18.12.10

A tua vida é uma representação

Como se fosse uma peça de teatro. O teu papel é o melhor que existe e gostas dele, mas foges a dizer que não te querem ver. Escolhes permanecer, estás perante o maior aplauso que já ouviste, o teu coração bate fortemente. Olhas para mim, orgulhosa do que sentes, do que fizeste. Eu olho para ti, orgulhoso do que sinto e do que fiz. A multidão cala-se, ninguém fala, todos pensam que foi uma boa representação de um sonho. A cortina fecha-se, o abraço nasce. O público fica expectante, procura saber o que vai no nosso coração. Piso o palco, pego no microfone, coloco a alma nas palavras, o amor na minha voz. Tu viras as costas, matas a magia que criei. Aí, o público chora, chama-te, implora-te que voltes. Perguntas o porquê, então dizem-te o meu nome. Junto-me a ti, segredo ao teu ouvido:"não são eles que escolhem."
publicado por escreve-me às 17:29 | link do post | Escrevo-lhe | O que me escreveram (4) | partilhar
Quarta-feira, 08.12.10

Como se chama o teu coração?

 

 

 

 

 

Só precisei de um momento, só precisei de sentir-te, só precisei de olhar-te, só precisei de sorrir-te.

Vivo num medo constante, numa insegurança que me cala, que me consome. Gostava de ter palavras, gostava de poder dar mais, de te fazer voar, mas não consigo, sinto-me incapaz perante tudo o que nos rodeia. A tua beleza chama qualquer um, até a mim. Mas eu fico sentado, fico no meu lugar e vejo que todos querem sentir a tua magia, que te procuram, é aí que me sinto derrotado, sem força, só.

Viro as costas, guardo o amor num abrigo seguro, esperando pela tua mão, pelo teu chamamento. Nesse momento, espero que apareças, que fiques com ele, que o ames, que o protejas, ou que nem sequer o vejas, que ele fique a chorar por ti.

É tanta a vontade de te abraçar, de te dizer para ficares comigo, de te tocar, de te ter. É um sentimento tão especial, tão único, por vezes triste, que me tira a coragem, que me tira a possibilidade de demonstrar-te quem eu sou. Eu vejo-me em ti, mesmo quando me apagas, mesmo quando me esqueces, mesmo quando não te importas, mesmo quando não gostas de mim. Tu vês-te em mim, mas eu nunca te apago, nunca te esqueço, nunca deixo de me importar e nunca deixo de gostar de ti...

publicado por escreve-me às 16:06 | link do post | Escrevo-lhe | O que me escreveram (11) | partilhar

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