Domingo, 13.02.11

Já não sei escrever

Passei todo este tempo perdido, eu e os meus sonhos, eu a olhar para a lua, eu a olhar para ti. É como saltar para outro planeta, sem nunca sentir que estou a cair. É como tentar agarrar uma núvem, sem nunca lhe conseguir tocar. Deixaste-me sozinho na estrada, sem chão para caminhar, sem saber como voltar. Ninguém me viu, não vi ninguém, era apenas um rapaz a andar, a chorar, como se o mundo fosse um deserto, como se o mar fosse uma ilusão e as estrelas imaginação.

Estava cansado de ouvir a minha própria voz, sem escolha, apenas ela e a minha dor. Foi aí que me olhei profundamente, triste com o meu coração, pedindo-lhe que saísse do meu peito. Acordei, já não havia lugar algum quando o céu se tornou azul. As árvores ganharam vida, os pássaros começaram a cantar, o vento soprou cruel, o sol bateu-me no rosto. Não era só eu, éramos nós.

publicado por escreve-me às 23:07 | link do post | Escrevo-lhe | O que me escreveram (5) | partilhar
Quarta-feira, 08.12.10

Como se chama o teu coração?

 

 

 

 

 

Só precisei de um momento, só precisei de sentir-te, só precisei de olhar-te, só precisei de sorrir-te.

Vivo num medo constante, numa insegurança que me cala, que me consome. Gostava de ter palavras, gostava de poder dar mais, de te fazer voar, mas não consigo, sinto-me incapaz perante tudo o que nos rodeia. A tua beleza chama qualquer um, até a mim. Mas eu fico sentado, fico no meu lugar e vejo que todos querem sentir a tua magia, que te procuram, é aí que me sinto derrotado, sem força, só.

Viro as costas, guardo o amor num abrigo seguro, esperando pela tua mão, pelo teu chamamento. Nesse momento, espero que apareças, que fiques com ele, que o ames, que o protejas, ou que nem sequer o vejas, que ele fique a chorar por ti.

É tanta a vontade de te abraçar, de te dizer para ficares comigo, de te tocar, de te ter. É um sentimento tão especial, tão único, por vezes triste, que me tira a coragem, que me tira a possibilidade de demonstrar-te quem eu sou. Eu vejo-me em ti, mesmo quando me apagas, mesmo quando me esqueces, mesmo quando não te importas, mesmo quando não gostas de mim. Tu vês-te em mim, mas eu nunca te apago, nunca te esqueço, nunca deixo de me importar e nunca deixo de gostar de ti...

publicado por escreve-me às 16:06 | link do post | Escrevo-lhe | O que me escreveram (11) | partilhar

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